Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

RESÍDUOS SÓLIDOS HOSPITALARES

Resíduos Sólidos Hospitalares

O que são?

Resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde, incluindo actividades médicas de diagnóstico, prevenção e tratamento de doença, em seres humanos ou animais, e ainda as actividades de investigação relacionadas (decreto-lei 239/97 de 9 de Setembro).·

 

Qual a quantidade produzida?

Em média, um doente é responsável pela produção diária de quase 3,5 Kg de resíduos. A quantidade real depende, contudo, das especialidades de cada hospital, sendo que os gerais, com doentes infecto-contagiosos ou com tratamentos oncológicos, produzem uma maior quantidade, que pode atingir os 4,5 quilos por cama.

No entanto, a esmagadora maioria desses lixos – cerca de 60 por cento - não possuem qualquer risco para a saúde, sendo constituídos por resíduos equivalentes aos urbanos. Apenas os restantes 40 por cento necessitam de cuidados especiais.

Como deve ser feita a sua gestão?

Dada a natureza destes resíduos a sua gestão deve assentar em 5 vectores:

·         Prevenção da produção e riscos associados

·         Formas de gestão interna na unidade de saúde

·         Valorização da componente reaproveitável

·         Tratamento e destino final

·         Formação de profissionais e informação ao publico.

 

Como se classificam?

Os resíduos hospitalares classificam-se em 4 tipos (decreto-lei nº 242/96 de 13 de Agosto):

·         Grupo I ; Grupo II ; Grupo III  e Grupo IV .

sendo considerados resíduos não perigosos os resíduos do grupo I e II, e perigosos o III e IV.



 Grupos I – não exigem cuidados especiais no seu tratamento, dado que são equiparados a Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)

 ( Trabalho elaborado por Alexandra Borges/ EE do Francisco_9ºB)

 

Grupos II – não exigem cuidados especiais no seu tratamento, dado que são também equiparados a RSU.

Grupo III – resíduos que se prevêem contaminados, e com risco biológico. Nestes casos é exigente o uso de tratamento mais eficaz (incineração ou pré-tratamento), permitindo posterior eliminação como resíduo urbano..

Grupo IV – Resíduos hospitalares específicos – resíduos de vários tipos de incineração obrigatória.

Como se deve efectuar a triagem, acondicionamento e armazenagem?

A triagem e acondicionamento dos Resíduos Hospitalares deve ser feita junto do local onde se deu a sua produção, e acondicionados de forma a ser clara a sua origem e grupo:

·         Grupo I e II – recipientes de cor preta

·         Grupo III – branca com indicação de risco biológico

·         Grupo IV – vermelha (excepto materiais cortantes e perfurantes, que devem ser armazenados em recipientes ou contentores imperfuráveis.

Saliente-se ainda, que os contentores usados no grupo III e IV devem ser facilmente manuseáveis, resistentes e estanques, mantendo-se hermeticamente fechados, laváveis e desinfectáveis, se forem de uso multiplo.·

O armazenamento dos Resíduos Hospitalares deve ser efectuado num local específico e sinalizado, de modo a separar os do Grupo I e II dos III e IV.


No caso do grupo I e II, a separação deve ser feita tendo em conta a possibilidade de reciclagem e reutilização de cartão e papel, vidros, metais, películas de RX, pilhas e baterias.·

publicado por energiaebjosesaraiva às 22:58
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3 comentários:
De energiaebjosesaraiva a 19 de Abril de 2007 às 23:46
É com grande satisfação que publicamos o trabalho do Encarregado de Educação do Francisco Borges.
Apesar de não se tratarem de RSU comuns, esta informação traz um valor acrescentado à outras até agora publicadas dando a conhecer a natureza e o modo como é efectuada a separação de resíduos específicos, desconhecida do grande público.

Agradecemos a participação da Drªa Alexandra e esperamos que esta seja um factor de motivação para outros Encarregados de Educação.

Obrigada Drª Alexandra Borges.


De Mª das Dores a 20 de Abril de 2007 às 00:39
Toda a colaboração é gratificante mas é-nos especialmente cara a dos encarregados de educação dos nossos alunos- pressupõe uma interacção escola-família-escola que é afinal um dos objectivos da acção escolar.
Numa área muito específica, este post é uma mais-valia em termos de interesse informativo. Será que imaginávamos tal quantidade de lixo produzida por cama/dia?
Muito obrigada.
Uma palavra de apreço ao Francisco que soube sensibilizar a sua encarregada de educação..



De Raquel a 20 de Abril de 2007 às 16:31

São informações muito importantes e desconhecidas da maior parte do público.
À Mãe do Francisco o meu obrigado não só por ter participado no blog mas também por nos ter fornecido informações tão úteis.


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